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Freguesias Alvarelhos

Alvarelhos, uma das oito freguesias da Trofa, localiza-se ao lado de Vila do Conde, com as freguesias de Guidões e Santiago de Bougado a norte e Muro a nascente. É uma terra riquíssima do ponto de vista histórico, arqueológico e etnofolclórico. As suas principais actividades são a agricultura, a indústria têxtil, a extracção de caulino, a construção civil, as tinturarias e as metalomecânicas.
Em Alvarelhos, a presença humana deixou marcas do período castrejo, romano e medieval, como o tem demonstrado o estudo arqueológico sistemático do chamado Monte Grande Alvarelhos, designação que abrange uma extensa área onde se inclui o Castro de Alvarelhos (classificado como "Monumento Nacional" desde 1910).
A paróquia possui um belíssimo e rico espólio, actualmente em exposição no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa e no Seminário Maior do Porto.
A Igreja Paroquial (seiscentista), o Castro de Alvarelhos, a Quinta do Paiço (assentada na falda do Monte de S. Marçal) e o Monte de Santa Eufémia são apenas alguns dos lugares de visita obrigatória.

S. Martinho de Bougado

S. Martinho de Bougado, a freguesia mais populosa do concelho, integra, juntamente com Santiago de Bougado, desde 1993, a actual Cidade da Trofa.
A presença humana nesta área remonta, pelo menos, à Idade do Bronze, tendo um dos mais importantes achados arqueológicos (relacionado com esta época) sido encontrado nesta freguesia (no lugar da Abelheira): um conjunto de 34 machados de bronze, hoje depositados no Museu da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães. Existiram ainda nesta região diversas mamoas, destruídas entretanto.
Com uma paisagem cheia de contrastes e apresentando-se sobretudo como um agregado urbano moderno, muitos são os lugares que merecem ser visitados: a igreja paroquial antiga que, segundo a data lavrada na respectiva frontaria, terá sido erguida em 1780; a actual igreja paroquial, um edifício de arquitectura muito recente, linhas planas e registo sóbrio mas atraente, de volumetria horizontal; a Capela da Nossa Senhora das Dores, construída nos finais do séc. XIX (1879) no então chamado Monte da Carriça, e actualmente palco de uma autêntica romaria minhota com grande interesse etnográfico (procissão com andores típicos, iluminações, bandas de música, arraial e fogo de artifício), todos os anos, no terceiro domingo de Agosto.
O cruzeiro de S. Martinho, datado de 1622, merece também referência, assim como o nicho de alminhas de Ervosa (de 1772) e a memória da antiga Ponte Pênsil da Trofa (ou da Barca da Trofa, como também era conhecida), construída em 1858 e demolida em 1935 - a recordá-la, existem interessantes painéis de azulejo, na frontaria da Casa Lagoa (Parque Dr. Lima Carneiro).

Santiago de Bougado

O Vale de Bougado, outrora intitulado «Terras do Porto», é uma das oito freguesias do recente concelho, o segundo território mais extenso e uma das freguesias mais populosas. Situa-se a poente de S. Martinho de Bougado, na margem esquerda do rio Ave.
Aqui a agricultura tem um papel importante na economia local; contudo, a indústria - sobretudo, a têxtil, a electrónica, a construção de máquinas agrícolas e outras metalomecânicas - e o comércio - tradicional e comércio grossista - têm-se implantado significativamente.
Como todas as outras freguesias, Santiago de Bougado tem uma história quase milenar. Segundo alguns documentos, esta freguesia foi habitada desde o período Megalítico. Armando Coelho da Silva defende que o Monte de Cidai terá por certo abrigado um castro. Mais tarde, toda esta zona terá sofrido intensa romanização. Dos vestígios encontrados, destacam-se os dois marcos miliários em exposição permanente na Casa da Cultura da Trofa (Santiago de Bougado).
A igreja matriz, considerada de grande interesse público, é um dos principais monumentos de atracção turística. A sua construção data de 1754 e o projecto é atribuído a Nicolau Nasoni (o mesmo arquitecto que projectou a Igreja dos Clérigos no Porto).
Com um rico património cultural de natureza religiosa, Santiago de Bougado tem ainda para mostrar a Capela de Nossa Senhora do Desterro, no lugar do Souto de Bairros (erguida em 1649 e, posteriormente, sujeita a aumentos e alterações), junto à qual sobressai uma lápide de granito com uma inscrição alusiva às Invasões Francesas (1809); a de Nossa Senhora da Livração (construída em 1803, segundo uma lápide patente na frontaria), a moderna capela de S. Gens de Cidai e a capela de Santa Luzia (documentada desde 1678).
Outros lugares dignos de visita são a Azenha de Bairros (única em laboração no concelho da Trofa), o Miradouro da Nossa Senhora da Alegria, a Casa da Cultura da Trofa e as belíssimas casas solarengas.

S. Mamede do Coronado

S. Mamede do Coronado ocupa uma área de mediana extensão, bem irrigada e de relevo pouco acidentado, com óptimos solos agrícolas.
O Abade Bartolomeu Soares de Lima, que redigiu as respostas ao questionário de 1758 (Memórias Paroquiais) integra nesta freguesia as seguintes aldeias ou lugares: Vila (onde assenta a Igreja), Mendões, Louredo, Casal, Soeiro, Paiço, Fontes, Vilar de Lila e Água Levada. Mencionava também a existência de duas ermidas, do Espírito Santo e de S. Roque, ambas localizadas nas imediações da igreja paroquial.
Notável nesta freguesia é a tradição dos santeiros, representadas hoje com excelência pelos imaginários Manuel Thedim e Avelino Vinhas.
São várias as indústrias a laborar nesta freguesia, entre elas a de arte sacra, a farmacêutica, a têxtil, a de mármores e cantarias, a de carpintaria, a de construção civil, a de máquinas agrícolas e a de metalomecânica. A hotelaria, o comércio diversificado e a agricultura (agropecuária e produção de milho) possuem também uma importante cota no desenvolvimento desta freguesia.
Em termos turísticos, são lugares dignos de interesse: a igreja matriz, a capela do Divino Espírito Santo, o Monte das Cruzes (Calvário), o Padrão de Mendões, a Casa Museu Professor Alberto Carneiro e os Ateliers de Arte Sacra.

S. Romão do Coronado

S. Romão constitui a Vila do Coronado, juntamente com a freguesia de S. Mamede. É delimitada pelas freguesias de S. Mamede, Folgosa (Maia) e Covelas.
Tendo conhecido, nas últimas décadas, um forte incremento da actividade industrial e abrangendo uma diversidade de sectores - trefilaria de ferro e aço, metalomecânica, transformação de mármores e granitos, têxteis, fabrico de vassouras, S. Romão do Coronado apresenta-se, actualmente, com um significativo índice de produtividade.
Em 1875 foi inaugurado o troço entre Campanhã e Nine, da Linha de Caminhos-de-ferro do Minho, o que representou um forte impulso no desenvolvimento económico e demográfico da freguesia., actualmente reforçado pela A3, auto-estrada Porto Braga, que por aqui passa.
A igreja paroquial é um edifício de traça singela, datada de 1869, de acordo com a inscrição no lintel da porta. Dignas de menção são ainda as duas ermidas localizadas nas imediações da freguesia: uma de S. Bartolomeu e a outra de Santa Eulália (ver foto).

Covelas

Bastante extensa em território, mas com uma reduzida densidade populacional, a região de Covelas, com características rurais, tem paisagens magníficas.
As suas terras são propícias à agricultura, sobretudo nos sectores da pecuária, silvicultura e avicultura. A indústria está representada por pequenas empresas de carpintaria e serralharia.
A capela de S. Gonçalo é uma das riquezas arquitectónicas do passado e é palco de uma das mais divulgadas romarias da paróquia - realizada no quarto domingo de Janeiro.
Mandada construir pelo Conde de S. Bento, a igreja matriz, datada dos finais do século XIX, encerra no seu interior duas belíssimas peças de grande importância para a História da Arte Sacra: uma delicada imagem de Nossa Senhora das Neves, em pedra de Ançã, policromada e dourada, que remonta ao século XV, e uma custódia em prata dourada do século XVI.
Existe ainda nesta freguesia um importante empreendimento turístico, dotado de courts de ténis e campo de tiro.

Guidões

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«Gidões» é o nome que aparece no registo datado da primeira metade do séc. XIII. Em 1307 chamavam-lhe «Guydões» e, em 1542, nasce o nome que se mantém até aos nossos dias.
A freguesia de Guidões situa-se no extremo ocidental do concelho da Trofa, e nos limites de Santiago de Bougado e Alvarelhos.
Recostado na vertente da Serra de Santa Eufémia e com belos recortes paisagísticos, este local vive essencialmente da agricultura, embora goze já de pequenas empresas de construção civil, têxteis e de serralharia.
O património cultural é vasto e rico. A Azenha do Bicho era um agradável parque de merendas e de recreio. As Casas Agrícolas e os magníficos edifícios religiosos, os edifícios habitacionais, o Fontanário da Póvoa, no Largo Dr. Adriano Fernandes, as Alminhas da Póvoa, o conjunto de Cruzeiro junto à Igreja Paroquial e a própria igreja de S. João Baptista, datada de 1879, são apenas alguns dos lugares dignos de visita.

Muro

A freguesia de S. Cristóvão do Muro é atravessada pela EN 14 e está localizada entre Alvarelhos (noroeste), Santiago de Bougado (norte), Covelas (leste) e S. Mamede do Coronado (sudeste), confrontando-se com o Concelho da Maia a sudoeste.
Apesar de ser uma freguesia eminentemente rural, a indústria de metalurgia ligeira e a indústria têxtil são as actividades que mais promovem a região.
A igreja matriz é um belo templo setecentista. Do espólio de arte sacra aí existente, destaca-se um curioso relicário em prata dourada, com templete como as custódias seiscentistas. No largo em frente ergue-se um cruzeiro de cantaria e, a Norte, uma bela casa solarenga. Outro lugar de paragem obrigatória é a capela de S. Pantaleão, situada no monte com o mesmo nome.


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